Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura


Chuvas em dezembro trazem alivio para os apicultores baianos

As chuvas ocorridas a partir de dezembro no semi-árido baiano trouxeram grande alívio para os apicultores castigados pela seca, e a Caatinga rapidamente rebrotou e floresceu, possibilitando a recuperação de pelo menos parte dos enxames perdidos. Os apicultores empenhados já capturaram uma centena de enxames e aos poucos conseguem esvaziar os seus depósitos de colmeias. Mas nem tudo são flores, pois uma nova previsão trimestral do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, avalia o volume das precipitações para os primeiros três meses deste ano novo com cautela, indicando probabilidade de chuvas abaixo da média para grande parte do semi-árido nordestino incluindo a região Norte de nosso Estado! Para as demais regiões da Bahia são previstas precipitações e temperaturas conforme a média histórica.

 



Escrito por FEBAMEL às 23h00
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Estatísticas IBGE 2012 - BAHIA

 

 

(sinalizados em amarelo: Cidades representadas na FEBAMEL)

     A capital Baiana do Mel Ribeira do Pombal amargou grandes prejuzos no ano de 2012, com produção reduzida em 300t. Jeremoabo perdeu menos e assumiu a ponta do ranking estadual. Já no território do Sisal o bicho literalmente pegou: Euclides da Cunha, Monte Santo, Cansação e Canudos perderam em torno de 90% de sua produção e Tucano e outros municípios importantes chegaram a perder na ordem de 80%! Podemos afirmar sem exagero que o epícentro da seca 2011/12 ficou neste território! Já no Extremo Sul a produção cresceu levemente!


Escrito por FEBAMEL às 02h25
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Estatísticas de produção do IBGE quantificam o estrago da seca no Nordeste!

     Com a divulgação dos dados de produção de mel do ano de 2012 pelo IBGE finalmente dá para mensurar os estragos da seca extraordinária que vem assolando o Semi-árido Nordestino desde o segundo semestre de 2011. A produção de Mel na região caiu 54,46 porcentos em relação ao ano anterior, tendo reflexo direto na produção brasileira que recuou 19,25% para apenas 33.574 toneladas . A região Sul voltou a ser a mais importante na produção, respondendo por quase 50% da produção nacional, enquanto a importância do Nordeste despencou para menos de um quarto. Ainda em 2011 ambas as regiões tinham respondido por 40% da produção nacional, cada. Enquanto a região Norte teve leve declínio de 2,11%, as regiões Sudeste e Oeste cresceram em torno de 9%!


     A Bahia, Alagoas e Paraíba foram os estados que perderam menos no Nordeste. Já em Pernambuco a produção caiu 73% e no Piauí 70%, levando este estado a perder o primeiro lugar no ranking do Nordeste que agora é ocupado pelo Ceará seguido pelo estado da Bahia que continua em 7° lugar no ranking nacional. Pelo menos o valor recebido para o mel teve acréscimo de 34%, subindo de R$ 3,90/kg em 2011 para R$ 5,24 em 2012, na Bahia, preços bastante inferiores em relação a média brasileira de R$ 7,11 (2011: R$ 5,96).

O link completo está acessível em ftp://ftp.ibge.gov.br/Producao_Pecuaria/Producao_da_Pecuaria_Municipal/2012/tabelas_pdf/tab08.pdf





Escrito por FEBAMEL às 21h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Nova Diretoria FEBAMEL

Deusimar Loiola, Sérgio Dutra, Claudia Constam, Alex Lima, Franciélio Macedo, Eduardo Farias, Paulo Sérgio Costa, Antonio Miranda, José Monteiro e Luiz Jordans

Floriano Rios, Nilton Cabral, Anita Lopes, Antonio Bitencourt, Jairo Gama, Maria de Lourdes, Pedro Constam e Eduardo Sepúlveda



Escrito por FEBAMEL às 12h41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




AGO em Feira de Santana elege a nova Diretoria para o Biênio 2013/15

Resumo da Ata de Assembleia Geral Ordinária

Aos treze dias do mês de setembro de 2013, às 13 horas, na sala de eventos da Pousada Central, na R. Mal. Deodoro, 398, no Centro de Feira de Santana/Bahia, atendendo ao edital de convocação enviado em treze de agosto do presente, reuniram-se 25 representantes de 18 Associações e Cooperativas apícolas filiadas a Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura - FEBAMEL em Assembléia Geral Ordinária para tratar da seguinte pauta: 1 - Parecer do Conselho Fiscal sobre o relatório bi-anual da Diretoria executiva; 2 - Escolha de um Presidente e um Secretário para condução dos trabalhos; 3 - Formalização da(s) chapa(s); 4 - Eleição e Posse de Nova Diretoria. Iniciando os trabalhos o Conselho Fiscal aprovou a prestação de contas detalhada apresentada de manhã em sua íntegra. Em seguida foram eleitos para conduzir os trabalhos a Sra. Marivanda Eloy Santos como Presidente da mesa e a Sra. Teresinha Cardoso Braga como Secretária. A discussão coletiva sobre a próxima Diretoria levou a formação de uma chapa única, que foi aclamada e eleita por unanimidade e empossada na hora, ficando a Diretoria da FEBAMEL para o biênio 2013/2015 com a seguinte composição:

DIRETORIA EXECUTIVA:

Presidente: Paulo Sérgio Cavalcanti Costa (APIS - Vitória da Conquista)

Vice-presidente: Antonio José Miranda de Macedo (COOARP - Ribeira do Pombal)

Diretor Administrativo: Pedro Constam (FLOR NATIVA – Palmeiras)

Diretor Financeiro: Luiz Jordans Ramalho Alves (APIS - Vitória da Conquista)

Diretor de Comunicação: José Deusimar Loiola Gonçalves (AMAMOS - Monte Santo)

Diretor de Meliponicultura: Alex Fábio Lima de Melo (ACARB - Rui Barbosa)

Diretor de Apicultura: Eduardo Malheiros de Albuquerque Farias (COOPERAPIS -  Jeremoabo)

Diretor de Assuntos Mercadológicos: Franciélio da Silva Macedo (CECOAPI – Tucano)

Diretor de Desenvolvimento Sustentável: José Monteiro Nascimento Junior (COOARP - Ribeira do Pombal)

CONSELHO CONSULTIVO:

Região Norte: Maria Anita Lopes de Souza (COOAPCAF - Campo Formoso)

Região Oeste: Petrúcio Pinto Bandeira (AAMAM – Mairí)

Região Chapada: Pedro Luis Alves da Silva (AMEI – Ituaçú)

Região Planalto de Conquista: Alberto Pereira de Oliveira (APIS - Vitória da Conquista)

Região Extremo Sul: Carlos Benedito Chaves (ASOAPE – Eunápolis)

Região Sul: Aneylan Nascimento Santos (ACAP – Canavieiras)

Região Recôncavo: Maria de Lourdes Lima Santos (COOAPI – Alagoinhas)

Região Sisal: Antonio José Bitencourt de Jesus (COOAPIT – Tucano)

Região Baixo São Francisco: Eduardo Araújo Sepúlveda (AJAMA – Jequié)

Região Nordeste: José Jairo da Gama (APIRA - Ribeira do Amparo)

CONSELHO FISCAL EFETIVOS:

Jadimiro Deveza de Oliveira (COAPICAL - Campo Alegre de Lourdes)

Fabiano Santos Cerqueira (AABG - Baixa Grande)

Nilton Cabral de Souza (APIT - Caldas do Jorro)

CONSELHO FISCAL SUPLENTES:

Floriano de Oliveira Rios (AAMAM – Mairí)

Maria Claudia Motta Constam (FLOR NATIVA – Palmeiras)

Sérgio Dutra dos Santos (ASCAM² - Macajuba)

A Assembléia foi marcada pelo espírito de união e cooperação que vem caracterizando a FEBAMEL desde sua fundação no IV Congresso Baiano de Apicultura em Meliponicultura em Porto Seguro. Diversas manifestações ressaltaram a qualidade do trabalho feito nestes seis anos, e a ausência de algumas entidades importantes do Estado foi questionada e lamentada por todos, a ponto de ser considerada uma das prioridades a regularização e filiação destas associações e cooperativas. Em seu discurso de posse o novo Presidente ressaltou a vontade de manter e ampliar as conquistas da categoria junto ao Governo Estadual e pediu o apoio de todos os novos Diretores e Conselheiros eleitos na elaboração e execução de um Plano consistente de Trabalho para o próximo biênio. O evento ainda foi marcado pela reaproximação da Entidade com a Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF/SEAGRI) que apoiou e acompanhou a reunião com sua Equipe titular.



Escrito por FEBAMEL às 10h08
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




CONVITE PARA A ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

Palmeiras-BA 13 de agosto de 2013

 

CONVITE PARA

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

 

Atendendo ao disposto nos Artigos 25º e 52º do Estatuto social da FEBAMEL convidamos a todas as Associações e Cooperativas apícolas da Bahia para realização da Assembléia Geral Ordinária de Eleições de nova Diretoria, na Pousada CENTRAL, situada na Rua Mal. Deodoro, nº 398, Bairro Centro, em Feira de Santana/BA,

 

na sexta-feira, dia 13 de setembro de 2013, às 13h

com a seguinte pauta:

 

 

  1. Apresentação do relatório financeiro 2011/13
  2. Parecer do Conselho Fiscal.
  3. Escolha de um Presidente e um Secretário para condução dos trabalhos.
  4. Formalização da(s) chapa(s)
  5. Eleições de Nova Diretoria.

                         

 

_________________________

Pedro Constam

Diretor-Presidente da FEBAMEL

  

 

Obs. 1: Solicitamos confirmação da participação de um representante por instituição para o email febamel@yahoo.com.br, contendo nome do Representante, Entidade, Município e CPF, até o dia 30 de agosto de 2013.

Obs. 2: A regularização da situação financeira e documental das entidades que dará direito a candidatura e ao voto, poderá se feita no mesmo local, no mesmo dia, até às 13h.



Escrito por FEBAMEL às 09h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Tudo pronto para o II SBPP - V CONBAPI!

     Faltam menos de 60 dias para a realização de nosso evento em Ilhéus. Quatro reuniões na CEPLAC em Itabuna e três reuniões na SEAGRI em Salvador definiram a cara do SBPP que nesta segunda edição se realizará junto com o V Congresso Baiano de Apicultura e Meliponicultura. Esperamos receber um público de mais de mil congressistas vindos da Bahia, do Nordeste e de todos os estados brasileiros, para celebrar esta cadeia que pode ser considerada a "joia ecológica" das atividades da agropecuária mundial.

     Palestras e Mesas-redondas abordarão os principais aspectos atuais da Apicultura e Meliponicultura, em Oficinas intensivas será possível aprofundar os temas, inclusive na prática, e permitindo um diálogo entre o público e o/a instrutor/a. Fizemos questão de incluir um bom número de produtores na programação que apresentarão suas experiências de sucesso para a platéia.

   Além dos Concursos já tradicionais de inventos, caravanas, stands e fotografias, realizaremos o concurso Nacional de Pólen inspecionado, o 1º Concurso estadual de Mel de Abelha sem Ferrão e o 2º Concurso estadual de qualidade de mel inspecionado. Uma Feira apícola de mais de 1000m² reunirá as principais empresas apícolas do Brasil e ficará aberta a visitação do público consumidor de Ilhéus.

    O congresso terminará festivamente na sexta-feira de tarde, ideal para quem pretende aproveitar o fim de semana para visitar alguma das praias deslumbrantes da região! Venha você, criador de abelhas com ou sem ferrão, deliciar-se nas terras de Jorge Amado, trocar experiências com outros produtores e verificar in loco o imenso potencial que a região cacaueira e todo litoral brasileiro oferecem para a produção de pólen apícola e Própolis vermelha!

    Mais informações e detalhes em http://www.sbpp2013.com.br! (Clique no link na aba à direita)


Programação definitiva:

Dia 15 / 05 / 2013

8-12h                    Inscrição

9h                          Abertura Oficial

10-11h                  Políticas Públicas para a Apicultura no Estado da Bahia;

11-12h                  Panorama da Apicultura Brasileira;

12h-14h               Intervalo Almoço

14-15h30             Sanidade Apícola (A Chave para Altas Produções)

15h30-17h          Avanços no manejo de Colônias de Abelhas Sem Ferrão

17-19h                  Melhoramento de Enxames: “Experiências” PÓLEN / MEL / PRÓPOLIS

 

Dia 16 / 05 / 2013

8-10h                    Experiências bem sucedidas em Programas de Apicultura (SEAGRI–SENAR–CODEVASF)

10-12h                  Meliponicultura Legal

12-14h                  Intervalo/Almoço

14-15h30             Projeto de Produção de Pólen na Bahia

15h30-19h          Apicultura e Meliponicultura na atual estiagem do Semi-Árido

                            

Dia 17 / 05 / 2013

8-10h                    Produtos das Abelhas Sem Ferrão

10-12h                  Experiências Bem Sucedidas dos Apicultores (Mel, Pólen e Própolis)

12-14h                  Intervalo/Almoço

14-15h30             Técnicas de Manejo p/ Produção de MEL

15: 30-17h           Técnicas de Manejo e Mercado para PRÓPOLIS

17: 00                  Divulgação de Resultados dos Concursos

18:30                   ENCERRAMENTO.

 

As oficinas para até 50 inscritos acontecerão paralelamente a programação, os temas serão repetidos até quatro vezes por instrutores diferentes:

dia 15: das 14-16h e 16-18h;

dia 16 das 8-10h, 10-12h, 12-16h e 16-18h;

dia 17 das 8-10h e 10-12h.

 

01-   Produção e Processamento de PRÓPOLIS

02 – Produção e Processamento de PÓLEN

03 – Manejo p/ altas produções de MEL

04 – Seleção e Produção de RAINHAS;

05 – Manejo e Produtos das MELIPONAS (ASF)

06 – Produção e Processamento de CERA/Fabricação de Velas artesanais

 Serão oferecidas ainda, na sala do stand da CEPLAC, as Clínicas tecnológicas gratuitas:

- Produção de APITOXINA

- Legislação Aplicada em CASA DE MEL e ENTREPOSTO



Escrito por FEBAMEL às 14h45
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Apesar de chuvas, Nordeste levará uma década para se recuperar de efeitos da seca, preveem especialistas

 

Carlos Madeiro, do UOL em Macéio, 26/01/2013 

A volta das chuvas no semiárido nordestino trouxe a esperança de dias melhores ao sertanejo, mas ainda está longe de acabar com a devastação ambiental causada pela seca desde o início de 2012. Segundo especialistas e autoridades, a recuperação de um período de estiagem tão longo e intenso só deve acontecer em um década. Isso, caso as chuvas voltem à média nos próximos meses e ações governamentais sejam tomadas para garantir o abastecimento de água. A seca 2012-2013 já é considerada a pior em pelo menos 40 anos.

Em muitas regiões do sertão, a semana foi de chuva intensa, que chegaram a causar prejuízos e levaram municípios que sofriam com a seca a decretar emergência no Piauí e na Bahia. Porém, devido ao deficit hídrico acumulado, as chuvas não devem ser capazes de suprir toda a carência deixada nos últimos meses. É a chamada "seca verde", quando o pasto floresce, o chão fica úmido, mas não houve um bom acúmulo de água.

"As chuvas que caíram esses dias foram importantes, mas não foram suficientes para a regularização do deficit hídrico no Estado. O que tem chovido não corresponde a 10% do necessário para a normalização hídrica do Estado. É necessário que as chuvas continuem a cair", afirma o meteorologista da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Sergipe, Overland Amaral. Cada milímetro de chuva equivale a um litro de água em 1 m².

Mesma situação de "seca verde" é enfrentada na Bahia. "Essas chuvas deram uma aliviada, mas não resolvem o problema, pois o deficit é muito grande e vem de longo tempo. Há ainda um prejuízo muito grande para a agricultura, pois a retomada vai demorar muito tempo.", afirma o coordenador da Defesa Civil da Bahia, Salvador Brito.

10 anos de recuperação

Em Alagoas, 37 municípios sofrem com a estiagem e a situação também é de caos. Para o ex-secretário de Estado da Agricultura e recém-empossado na cidade de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (PSDB), é preciso que o governo federal participe de forma mais atuante no processo. Ele também acredita que a recuperação nordestina só ocorrerá a longo prazo.

"Serão 10 anos para recuperar os efeitos desta seca. Precisamos pensar em ações de médio e longo prazo, porque a seca é um efeito natural que sempre acontece. É necessário propor a criação de um órgão a nível federal específico para seca", disse.

Diante da necessidade de recuperação a médio e longo prazo, a AMA (Associação dos Municípios Alagoanos) preparou uma série de reivindicações que serão entregues, nos próximos dias, ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Entre as medidas solicitadas estão o fortalecimento do programa de segunda água, que prevê a construção de cisternas com capacidade para 52 mil litros (que serviria para consumo animal), recuperação de 100% dos poços artesianos e criação de um programa para plantio da palma (vegetação da mesma família do cacto, que sobrevive a longos períodos de seca, mas serve de alimento para o rebanho).

Na Paraíba, onde 195 municípios decretaram emergência, as chuvas caíram com menos intensidade nos últimos dias. A situação no Estado ainda é considerada bastante preocupante, especialmente no que diz respeito a questão pecuária. Segundo o presidente da Federação da Agricultura da Paraíba, Márcio Borba, 40% das cabeças de gado do Estado foram perdidas com a seca, seja por morte, transferência de Estado ou abate antecipado.

"A Paraíba tinha 1,2 milhão de reses [animais que se abatem para a alimentação] antes da seca, e hoje não temos 800 mil. Se continuar seco, além das 40% perdidas, 30% irão daqui para o final de 2013. Vamos levar de oito a 10 anos para recuperar esse índice, caso tenhamos anos normais e se houver incentivo do governo federal, que até agora tem feito algo quase que insignificante", disse.

Segundo um estudo do Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste), ligado ao Banco do Nordeste, os Estados também sofreram severamente com a perda de lavoura, o que levará um tempo para ser recuperado. Em 2012, por exemplo, houve uma queda da safra de 85% de milho e feijão no Ceará --foram 1,179 milhão de toneladas colhidas em 2011, contra 176 mil no ano passado. A perda foi a maior desde 1958.

Falta de chuva

Segundo dados da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), o ano de 2012 foi marcado por uma queda considerável na precipitações. "Nos meses de fevereiro, março e abril de 2012, por exemplo, choveu entre 300 e 500 mm a menos do que o ano de 2011. É importante mencionar que, para o semiárido nordestino, o principal período chuvoso costuma iniciar entre fevereiro e março", afirmou o professor Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite da Ufal.

"A seca hídrica é ainda muito intensa e é o maior problema enfrentado hoje, pois o deficit é muito alto. Precisamos que, ao menos este ano, a chuva ocorra na média, para não piorar ainda mais a situação", complementou Barbosa.

Comentário da FEBAMEL: "Pois é, apesar das chuvas da semana passada, a Apicultura do Semi-árido também levará anos para se recuperar e voltar na condição de ostentar ser a região produtora de 40% do mel brasileiro. Embora a Caatinga rebrotou, diversas áreas levaram chuvas tão fortes a pónto de serem destrutivas, e a infiltração da água no solo foi insuficiente. Nas regiões onde a chuva não der sequencia, dificilmente haverá florada suficiente para iniciar a recaptura dos enxames perdidos. De todos os lugares recebemos pedidos de socorro dos apicultores, solicitando a aquisição de enxames. Mas estes não existem em quantidade suficiente, pois até as abelhas silvestres morreram nesta seca. Quem tem a felicidade de ainda contar com algumas colméias povoadas, sonha em multiplicar estas para repovoar as colméias abandonadas, mas diante da incerteza da continuação da chuva, parece-nos mais sensato estabilizar estas e produzir um pouco de mel e aguardar tempos melhores para a nossa Apicultura."

Fonte: INPE

 



Escrito por FEBAMEL às 08h32
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Chuva planta esperanças no semiárido

 

Tribuna da Bahia - Salvador/BA - BAHIA - 21/01/2013 - 00:22:15

A forte chuva que caiu nos últimos três dias em todo Estado, principalmente nas cabeceiras dos rios Jacuípe e Itapicuru, na região semiárida, e a previsão de que continue chovendo durante este mês, alimentam a esperança dos agropecuaristas, superando as expectativas de perdas mais acentuadas que as verificadas na safra 2011/2012.

Na região de Piritiba, na cabeceira do rio Jacuípe, o índice acumulado de chuva medido nesse domingo (20/1) chegou a 165 mm, fazendo com que o nível da barragem do França subisse 3 cm. O nível da barragem de São José do Jacuípe, no município com o mesmo nome, aumentou 2 cm, e na barragem de Pedras Altas, na região de Capim Grosso, a elevação foi de 2 cm. A barragem de Pindobaçu, a primeira do Rio Itapicuru e que dá suporte à barragem de Ponto Novo, subiu 1,20 m, segundo medição feita na tarde deste domingo.

“Isso pode parecer pouco, mas é muito importante e um sinal muito positivo”, explica Marcelo Nunes, superintendente de Irrigação (Sir) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Aquicultura e Pesca (Seagri).

A barragem do França abastece municípios como Piritiba e Miguel Calmon, que estavam com racionamento de água, e atende a milhares de agricultores familiares que cultivam hortifrutigranjeiros, em especial o tomate irrigado, cuja atividade estava paralisada.

De acordo com o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, a chegada da chuva é um grande alento, mas não reduz a preocupação com a seca, pois a situação é dramática. “Nossos rebanhos estão seriamente comprometidos, morrendo de fome, e nós precisamos com urgência de milho para alimentação animal. Hoje são necessárias pelo menos 30 mil toneladas e estamos reivindicando ao governo federal que autorize a remoção dos estoques da Conab do centro-oeste para o nordeste via cabotagem, a partir do Porto de Paranaguá”.

A precipitação nas cabeceiras dos rios Jacuípe e Itapicuru deve fazer com que a água chegue também à barragem de Ponto Novo, levando esperanças aos agricultores do Projeto de Irrigação de Ponto Novo, onde existem 1,2 mil hectares de banana, atividade que gera cerca de cinco mil empregos diretos.

O nível da barragem chegou ao estado crítico, tanto que no final de dezembro os secretários da Agricultura, Eduardo Salles, e do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, reuniram-se com a comunidade do município e anunciaram a redução do fornecimento de água ao mínimo necessário à sobrevivência das plantas e manutenção dos empregos.

Drama no semiárido

De acordo com o secretário Eduardo Salles, o semiárido, que representa 65% do território baiano, está sofrendo muito com a longa estiagem e, apesar da chegada da chuva, a seca não pode ser esquecida. “A agropecuária baiana vinha crescendo significativamente graças ao trabalho de base que o governo vem fazendo no setor, mas com a estiagem muitas culturas, mesmo as mais resistentes e símbolos de convivência com o semiárido, como caju, umbu e sisal, tiveram quedas acentuadas de produção”, disse.

As safras de umbu e caju deste ano, cuja colheita vai de outubro a janeiro, perderam-se em mais de 80%. O sisal teve perda de 60% em 2012 em relação a 2011, e na safra desse ano a queda pode ser de 80%, mesmo percentual que pode acontecer com o mel, superando a marca de perda de 60% registrada no ano passado.

O café, grande gerador de empregos na Chapada Diamantina e na região de Vitória da Conquista, sofreu redução dramática. Em 2011 foram colhidas 1,5 milhão de toneladas de sacas, número reduzido para 900 mil sacas em 2012. Para este ano, se não chover o suficiente, a expectativa de colheita é de 300 mil sacas.

A mandioca, cultura presente nos 417 municípios baianos e basicamente desenvolvida por agricultores familiares, também sofre muito com a seca, com reflexos na renda do produtor e nas prateleiras dos supermercados, com a elevação do preço da farinha.

A safra de mandioca de 2011, da ordem de três milhões de toneladas, caiu em 2012 para 2,6 milhões, e se o quadro continuar sem alteração em 2013 a safra poderá ficar em 1,9 milhão de toneladas.

O preço das hortaliças também aumenta nas feiras e mercados, por causa da redução da produção, em função da escassez de água no Agropolo Mucugê, responsável por 95% da batata consumida no nordeste.

A barragem do Apertado só está conseguindo atender a 30% das necessidades. Nos perímetros de irrigação de Livramento de Nossa Senhora, Ponto Novo e Mirorós, a seca provoca a queda na produção de frutas, em especial banana, manga e maracujá.

A citricultura amarga resultados negativos. A produção que em 2011 foi de 1 milhão de toneladas, caiu em 2012 para 600 mil toneladas (-40%), pode despencar este ano para apenas 200 mil toneladas, queda de 80% em relação a 2011.

Governo busca soluções

Para evitar o agravamento da situação e estruturar o seminário para a convivência com a seca, o secretário Eduardo Salles, também presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura (Conseagri), vem reivindicando ao governo federal:

-- Implantação do PAC Semiárido

-- Criação urgente de um programa de doação de milho para os pequenos ovinocaprinocultores do Nordeste brasileiro

-- Utilização do sistema de cabotagem, via Porto de Paranaguá, para facilitar o transporte de grandes quantidades de milho para as capitais do nordeste

-- Prorrogação para até 31 de dezembro de 2013 das vigências das linhas especiais de crédito instituídas para produtores rurais afetados pela seca na área de abrangência da Sudene e pelas enchentes na região Norte

-- Acréscimo de R$ 1 bilhão aos recursos disponibilizados, e prorrogação das dívidas de custeio e investimentos a vencer em 2013 para 2014

Vários ofícios foram encaminhados à presidente Dilma Rousseff; aos ministros Fernando Bezerra, da Integração Nacional; Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Mendes Ribeiro, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; ao presidente do Senado Federal e ao presidente da Câmara dos Deputados.

Barragens subterrâneas

Visando estruturar o semiárido para a convivência com a seca, o governo da Bahia, através da Seagri, vai construir 1.400 barragens subterrâneas em mais de 50 municípios, em cinco territórios de identidade, selecionados por critérios técnicos.

Os recursos foram obtidos pelo Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), presidido pelo secretário da Bahia, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Ministério da Integração, que liberaram R$ 100 milhões para os estados do nordeste e Minas Gerais, cabendo desse valor 22,1 milhões para a Bahia.

Além disso, gestões do Conseagri junto ao governo federal resultaram na criação do Crédito Emergencial, com três anos de carência e dez para pagar; prorrogação das dívidas que venceriam em 2012 e pede agora a prorrogação dos débitos a vencer este ano.

Expectativa positiva do tempo

Depois de enfrentar um dia de temporal na região da Chapada Diamantina, o governador do Estado da Bahia em exercício, Otto Alencar, voltou no sábado (19) à Salvador, com uma expectativa positiva em relação à pior seca que já atingiu o semiárido baiano.

Ele comentou ter recebido um relatório dos institutos nacionais de Meteorologia (Inmet) e Pesquisas Espaciais (INPE) que aponta a possibilidade de recuperação do Rio Paraguaçu, fonte da barragem de Pedra do Cavalo, responsável por mais de 50% do abastecimento de água fornecido pela Embasa. Otto disse ainda que a previsão é de que chova de 250 a 400 milímetros na área até março.

A forte chuva que atingiu a cidade de Brumado, no centro-sul da Bahia, desde a última sexta-feira (18), provocou o alagamento de diversas casas, além de destruir o calçamento de ruas e derrubar árvores na cidade. Um veículo chegou a ser levado pela força da água. Moradores disseram que o esgoto da cidade transbordou e inundou casas na região.

Os municípios de Utinga e Saúde também sofrem com as fortes chuvas. Segundo habitantes das cidades, a força da água chegou a destelhar algumas casas e destruir o asfalto das ruas. Em Utinga, moradores contam que a cidade chegou a ficar sem energia elétrica por 24h.

 



Escrito por FEBAMEL às 23h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Carta aberta dos Apicultores Baianos

À Secretaria Executiva da Cãmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura, Sra. Marivanda Eloy

Para encaminhamento ao Secretario da Agricultura, Sr. Edurado Salles, e ao Secretário de Infraestrutura Regional, Sr. Wilson Alves de Brito,

com cópia para o Superintendente da Agricultura Familiar, Sr. Wilson Dias e o Diretor Executivo da CAR, Sr. José Vivaldo Mendonça.

 

Caros parceiros da Apicultura Baiana,

a grave estiagem no semi-árido nordestino vem complicando a vida dos produtores rurais desde janeiro de 2012. Pesquisas da Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura junto às 56 entidades filiadas de todas as regiões de nosso estado constataram que neste ano os apicultores do semi-árido amargaram perda de produção de 80 a 90% em relação ao ano de 2011, e pior, as perdas de enxames alcançarem esta mesma porcentagem.

Partindo dos dados do IBGE 2011, que registraram uma produção estadual de 2.646 toneladas de mel a um preço médio de R$ 3,90, falamos de um prejuízo financeiro de cerca de R$ 9 milhões, dinheiro este que está faltando no bolso dos apicultores e conseqüentemente também no comércio das pequenas cidades do interior.

As chuvas de novembro, muito irregulares em quantidade (choveu até 200mm em algumas localidades, e menos de 50mm a poucos quilômetros destes mesmos locais), fizeram rebrotar a vegetação da caatinga e reacenderam a esperança dos apicultores de recuperar as perdas e voltar a produzir mel. Mas o sol implacável do mês de dezembro já desfez esta esperança, e a previsão trimestral do INPE para Janeiro a Março de 2013 nos leva a crer que de fato teremos que nos adaptar a idéia de enfrentar um segundo ano de estiagem.

Em muitos lugares os apicultores reclamam da falta de enxames silvestres para repovoar as colméias, o que comprova que as abelhas simplesmente morreram por falta de florada.

Diante deste quadro, na tentativa de segurar os apicultores em sua atividade, vimos apelar a nossas instituições representadas na Câmera Setorial de Apicultura e Meliponicultura, e especificamente a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária para que esforços sejam feitos junto ao Governo estadual e ao Ministério de Desenvolvimento Agrário para que possamos sobreviver a mais este ano de calamidade. De concreto propomos as seguintes medidas:

1. A realização de um seminário para as lideranças dos apicultores, para medir concretamente os prejuízos e repassar informações técnicas e de manejo que permitam a sobrevivência dos apicultores e de suas abelhas a mais esta estiagem.

2. A prorrogação de todos os financiamentos efetuados para a nossa atividade.

3. A simplificação do acesso aos programas do PRONAF, pois muitos apicultores, mesmo tendo o típico perfil do agricultor familiar, não se enquadram nas exigências, ou por não possuir terra própria ou porque o cônjuge ou ele mesmo exerce uma outra profissão, no simples esforço de compensar as perdas no campo. A falta de DAP Pessoa física conseqüentemente leva também a não concessão da DAP jurídica para as entidades, impossibilitando o acesso a programas como o PRONAF Mais Alimento.

4. A implantação de uma linha emergencial de crédito para financiar a alimentação dos enxames, o repovoamento das colméias abandonadas e/ou a migração das colméias.

5. A concessão de uma bolsa-estiagem para manter os apicultores que comprovadamente exercem esta profissão, em suas atividades no campo.

Ciente da atenção de todos, solicitamos que se estuda o atendimento de pelo menos parte destas propostas, e despedimo-nos com os votos do mais alto apreço.

Salvador-BA, 09 de janeiro de 2013

Pedro Constam

Diretor-Presidente da FEBAMEL

Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura



Escrito por FEBAMEL às 21h35
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




FELIZ ANO NOVO!

 

O ano de 2012 terminou mantendo os apicultores do semi-árido em estado de tensão. O clima não contribuiu para a nossa Apicultura e foi o principal responsável pela queda de produção acima de 80% e o abandono de milhares de enxames de nossas colmeias.

As chuvas que cairam em novembro, de forma bastante irregular (em alguns locais até 200mm, em outros apenas 50mm ou menos) até que resultaram na tentativa dos apicultores de repovoar as colmeias vazias, mas o sol implacável de dezembro novamente freiou o entusiasmo, e a previsão de clima no site da SEAGRI para os primeiros dias de janeiro não é nada animadora.

Pesquisas efetuadas nos demais estados nordestinos, em municípios grandes produtores de mel como Araripina-PE, Picos-PI e Simplício Mendes-PI e relatos dos estados da Paraíba e do Ceará confirmam o desastre que se instalou no Nordeste, região esta que em 2010 e 2011 foi responsável por 40% da produção nacional de mel.

Diante deste quadro desolador, só nos resta esperar pelas chuvas e fazer o possível para manter as colmeias que ainda restam. A oferta de água e o fornecimento de alimentação energética/protéica são apontados como fundamentais para quem está conseguindo manter as suas colmeias nesta estiagem.

A FEBAMEL enviou a planilha do IBGE 2011 para todas as entidades filiadas e pediu que os dados de produção do ano de 2012 sejam encaminhados para a Federação já neste mês, possibiltando então a  medição do estrago da seca com números exatos. 

Se a situação atual pede serenidade, também não podemos esquecer que depois da seca tempos melhores voltarão a acontecer. Foi com este espírito que enviamos o projeto "MEU DIA PEDE MEL, MEU DIA PEDE PÓLEN!" para concorrer ao Edital CAR/BNDES 01/2012, solicitando de concreto um Furgão personalizado para apoiar as Feiras de Mel e realizar pequenos eventos junto às entidades filiadas em nosso estado. Atualmente existe uma unidade destas no Brasil, que é o furgão idealizado pela CBA em 2010 que foi repassado para a AGA - Associação Gaúcha de Apicultores, que a vem utilizando nas Feiras de Mel em Porto Alegre-RS. Vamos todos torcer para a aprovação, para chegar no V CONBAPI em Ilhéus de veículo novo!!!

Tambem vamos concorrer no Edital 03/2012, específico para o desenvolvimento da Apicultura em sete territórios, solicitando o repasse de 500 colmeias e demais equipamentos. A ideia é distribuir 20 colmeias para cada entidade comprometida, que montará um apiário-modelo completo. Neste apiário-modelo, todos os trabalhos, insumos e colheitas serão registrados e contabilizados, mês por mês. As colmeias serão marcadas com a marca do projeto e um número sequencial, e terão um manejo-padrão elaborado no início do projeto por todas as associações reunidas em seminário. Podendo admitir a inclusão de manejos específicos de cada região, cuja eficâcia poderá ser medida dividindo-se o apiário em dois grupos de avaliação compostos por 10 colmeias, cada. Todos os dados serão enviadas para a FEBAMEL mensalmente e ordenadas de forma a permitir, pela primeira vez, a medição da viabilidade de nossa Apicultura, em 25 municípios diferentes.

Portanto, tenhamos todos um Feliz 2013, com chuvas regulares e colheitas boas de Mel, Pólen, Cera e Própolis!

Obs.: Alguns contatos de email de Associações e Apicultores foram deletados do Cadastro da FEBAMEL, e portanto podem estar sem receber os informativos mensais da Federação. Para quem quiser cadastrar-se, basta enviar um email para febamel@yahoo.com.br informando Nome da Entidade, Apicultor e Município.


Escrito por FEBAMEL às 12h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Lá se vai o ano de 2012, que venha 2013!

PERSISTEM CONDIÇÕES DESFAVORÁVEIS ÀS CHUVAS PARA O NORTE DO NORDESTE

Embora a situação ainda seja de neutralidade em relação ao desenvolvimento do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) na região equatorial do Oceano Pacífico, permanece o padrão desfavorável à ocorrência de chuvas sobre o norte da Região Nordeste do Brasil. A previsão climática de consenso para o trimestre que inicia em janeiro e termina em março de 2013 (JFM/2013) indica maior probabilidade de ocorrência de chuvas na categoria abaixo da faixa normal (40%) para a área desde o Amapá até o centro-norte da Região Nordeste. Para o centro-sul da Região Sul, a previsão indica maior probabilidade de chuvas na categoria acima da faixa normal (45%), em associação ao aquecimento das águas superficiais adjacentes à costa das Regiões Sul e Sudeste do Brasil, que ainda pode persistir nos próximos meses. Nas demais áreas do Brasil, a previsão indica o padrão climatológico, com igual probabilidade de chuva para as três categorias (abaixo, normal e acima da normal climatológica). É importante mencionar que, para a faixa leste da Região Nordeste, o principal período chuvoso costuma iniciar entre os meses de março e abril. As temperaturas podem variar entre as categorias normal e acima da normal climatológica em áreas nos setores central e norte do Brasil. Para o sul País, as temperaturas estão sendo previstas em torno da normal climatológica. 




Escrito por FEBAMEL às 22h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Grupo INSECTA se transforma em família SINSECTA!


É com muita satisfação que agradecemos  a todos(as) pela confiança e o apoio que resultaram no sucesso da Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA), sob a responsabilidade do Grupo de Pesquisa Insecta/CCAAB/UFRB. Os trabalhos foram encerrados neste último domingo as 12:40 hs, após a maratona de sete dias (03 a 09/12/12). Ao longo da semana  tivemos 12 palestras, 15 mesas redondas, 08 minicursos (8hs ca.), 01 curso (20 hs) e a apresentação oral de 91 trabalhos.

 

Começamos com uma brilhante apresentação do Prof. José Roberto Postali Parra, navegando pela nossa entomologia, do passado ao presente. Em seguida, tivemos  uma mesa imperdível sobre a pós-graduação em entomologia, com os professores Maurício Bento, Raul Guedes e Hebert Siqueira. Logo depois, entramos em temas técnicos com grupos de insetos que o Grupo Insecta trabalhou nos últimos 20 anos, como moscas das frutas, onde Antônio Nascimento, Beatriz Paranhos, Iara  Bravo e Maria Aparecida Bittencourt deram show sobre esses trefitídios. Posteriormente foi a vez da Defesa Agropecuária, comandada pela Regina Sugayama e a turma da ADAB, liderada pela Suely Xavier. Além da palestra, houve reapresentação de várias dissertações defendidas no Mestrado Profissional em Defesa Agropecuária da UFRB/Embrapa, uma homenagem ao Evaldo Vilela e ao Alexandre Pinheiro (primeiro coordenador do MP).

 

Posteriormente os grupos que trabalham com formigas entraram em ação. Primeiro as formigas poneromorfas sob o comando do Jacques Delabie (Jaqueline, Igor, Ivan e Cléa). Depois as formigas cortadeiras, com Luiz Carlos Forti, Maria Aparecida Castellani e Aldenise Moreira.

 

Outros grupos também foram representados, como os orthópteras (Marcos Lhano e João Morselli), lepidópteras (Márlon Paluch e Paulo Peixoto), insetos aquáticos (Adolfo Calor), insetos na alimentação humana (Eraldo Costa Neto), ácaros (Edmilson Silva) além de temas de interesse da entomologia, como morfometria (Edilson Divino, Lorena Nunes, Vinina Ferreira e Cristovam Lima Júnior), taxonomia (João Morselli) e ferramentas moleculares (Lúcio Campos, Ana Waldschmidt, Rodolfo Jaffé, Marco Costa e Eddy Oliveira).

 

Chegamos nas abelhas, sociais e solitárias, onde diferentes aspectos foram abordados, como ecologia (Celso Martins, Gilberto Santos e Willian Aguiar), polinização (Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, Denise Alves, Cândida Aguiar, Raquel Pérez Maluf, Mauro Ramalho, Afonso Orth, Vagner Toledo, Blandina Viana, Fabiana, Míriam Gimenes  e  Favízia Oliveira), patologia (Kátia Gramacho), análise botânica dos produtos apícolas (Paulino Oliveira e Ricardo Borges)  e meliponicultura, com as contribuições do Giorgio Venturieri, Rogério Alves, Gislene Carvalho-Zilse, Octavio Valente, Jerônimo Vilas-Bôas, Murilo Drummond, Cristiano Menezes, Patrícia Faquinello e Richard Dutra. Ainda tivemos duas mesas com apicultores (Ângelo Márcio, Welton Clarindo e Pedro Constam) e meliponicultores (José Emídio, Antônio Dias e Marcos Andrade) da Bahia. Finalmente, concluímos os trabalhos com a melissopalinologia (Monika Barth, Augusta Moreti e Francisco Santos) e qualidade do mel de abelhas sem ferrão (Bruno Souza, Geni Sodré e Solange Veras).

 

Ao logo da semana, sempre no final da tarde, tivemos as apresentações dos trabalhos, com a coordenação de nomes como Daniela Anacleto, Carlos Bichara, Lydianne Aona, Ana Cristina Dantas, Rozimar Pereira, Elismar Adorno, Marcos Texeira, Maria Angélica Costa, Maria Vidal Alves, Maria Conceição Soglia e Eloi Alves.

 

Este foi o resumo do que ocorreu durante a SINSECTA, que recebeu profissionais das áreas de Ciências Agrárias, Biológicas e afins, estudantes de graduação, pós-graduação e ensino tecnológico, agricultores, pecuaristas, apicultores/meliponicultores, empresários do agronegócio e o público em geral. Ressalta-se que o aspecto qualitativo dos participantes superou o quantitativo, uma vez que a Semana ocorreu no final do semestre quando os estudantes dos cursos de graduação estavam em pleno período de provas na UFRB. Foi registrado participantes de todas as universidades públicas do estado da Bahia (UNEB, UEFS, UESC, UESB_Vitória da Conquista, UESB_Jequié, UESB_Itapetinga, UFBA, UFRB_Cruz das Almas, UFRB_Santo Antônio de Jesus e UNIFASV), além dos Institutos Federais (IFBA e IFBAIANO: campus de Catu, Santa Inês e Senhor do Bonfim) e instituições como EBDA, ADAB, CEPLAC, Embrapa, FAMAM, UNIJORGE, INEMA, SEAGRI, SEBRAE, FEBAMEL e ONGs. De fora do Estado registramos participantes de Alagoas (UFAL e UNIT), Pernambuco (UFRPE e Embrapa Semi-Árido), Sergipe (UFSE e IF Sergipe), Espírito Santos (UFES), Paraíba (UFPB), Maranhão (UFMA) e Rio Grande do Norte (IF Rio Grande do Norte).

 

Certamente os principais responsáveis por este sucesso foram as parcerias e as articulações entre os diferentes grupos, os membros da comissão organizadora (estudantes, técnicos, docentes, pesquisadores e apicultores/meliponicultores), os apoiadores/financiadores e, de maneira muito especial, a participação de vocês. Reiteramos nossos agradecimentos e aproveitamos para desejar a todos(as) um Feliz Natal e um Ano Novo recheado de realizações.

 

Cordialmente,

 

Carlos Alfredo Lopes de Carvalho / Geni da Silva Sodré / Oton Meira Marques / Meiby Carneiro de Paula Leite

 

Grupo de Pesquisa Insecta
Comissão Organizadora da SINSECTA 2012




Escrito por FEBAMEL às 07h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Projeto do SBPP/CONBAPI é apresentado na reunião da Câmara Setorial

     A 2ª reunião preparatória do 2° Seminário Brasileiro de Própolis e Pólen e 5° Congresso Baiano de Apicultura e Meliponicultura, realizada na CEPLAC-Itabuna no dia 23 de novembro, teve como foco a apresentação do Projeto completo do evento. Com a presença do Coordenador da comissão técnica-científica, Paulo Sérgio Cavalcanti (UESB), analisamos ponto por ponto e corrigimos e aperfeioamos alguns detalhes. Francisco Benjamim do SENAR/FAEB expressou o apoio ao evento, bem como Izabel Bianchi, que disse que levará o projeto para a Diretoria da VERACEL para avaliar um possível apoio.

     Já em Salvador, na reunião da Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura (CSAM), realizada extraordinariamente na FENAGRO no Parque de Exposições no dia 29, o projeto foi apresentado novamente e ganhou o apoio da SEAGRI. A Secretária Executiva da Cãmara, Marivanda Eloy elogiou o projeto e disse que examinará os itens que podem ser assumidos pela Secretaria da Agricultura. Roberta Almeida da CODEVASF também aprovou o projeto e disse que a instituição averiguará apoio na formação de Caravanas partindo da região de atuação da Companhia. Edirlan Souza do SEBRAE disse que vai lutar por mais verbas junto ao SEBRAE Nacional para assegurar um evento digno de nossa cadeia e Joaquim Sampaio do MDA falou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário poderá apoiar o evento também, conforme foi feito no início deste mês no 3° Congresso do Cacau. Lívia Viana da CAR também aderiu ao evento.

     A reunião contou com a presença de mais de 20 produtores dos diversos territórios e ainda recebeu a visita do Secretário da Agricultura, Eduardo Salles, que procurou saber das demandas atuais do setor.

     A FENAGRO terminou no dia 2 de dezembro. A Feira está cada vez mais bonita. Várias entidades de apicultores aceitaram o convite da SEAGRI/SUAF em expor na III Feira Baiana da Agricultura Familiar. O pessoal de Canavieras trouxe o pólen premiado do Litoral Sul, e a turma da CECOAPI expus o seu mel, que encantou a todos por sua cor. Na área demonstrativa, a EBDA apresentou a Apicultura com equipamentos, e montou um pequeno meliponário. O empresário Ideval Martins do Apiário FAVO DE OURO participou neste estande, expondo produtos e três colméias de vidros, que chamaram a atenção dos inúmeros alunos que passaram pela exposição. A que mais se destacou, era um enxame silvestre alocado em uma caixa cúbica.  



Escrito por FEBAMEL às 09h32
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Produção de Mel cresce 10% em 2011!

     As estatísticas divulgadas pelo IBGE referente a produção brasileira de mel em 2011 são bastante animadoras. O Brasil produziu 9,3% a mais, saltando para 41.578t de mel (2010: 38.017t). A região Nordeste é a maior produtora, detendo 40,67% da produção nacional, seguida pela região Sul. Juntas as duas regiões são responsáveis por quase 80% da produção nacional! Entre os 20 municípios maiores produtores, 16 são da região Nordeste, sendo liderado por Araripinia-PE (780t), Limoeiro do Norte (480t), Picos-PI (443t) e Ribeira do Pombal-BA (430t). Jeremoabo-BA também consta desta lista, figurando em 16º lugar (297t).

     O estado da Bahia também cresceu 10%, saltando de 2.397t para 2.646t. Ribeira do Pombal, Jeremoabo, e Água Fria (133t) continuam ocupando os primeiros lugares, seguidos por Teixeira de Freitas (105t), que recuperou a sua produção de três anos atrás. Tucano (85t) configura em quinto lugar.

    Porém em termos de preço, a região ainda deve melhorar. Enquanto o Mel no Brasil foi remunerado ao produtor em média a R$ 5,96, no Nordeste este valor só chega a R$ 4,32, e no estado da Bahia ainda é pior (R$ 3,90). Reflexo do fato de que 80-90% do Mel desta região é exportado via empresas exportadoras do Sul e Sudeste, a preço de comodity. O baixo valor recebido pelo apicultor baiano também sinaliza a necessidade de melhorar o acesso dos produtores ao nosso Mercado interno. Na região Sudeste, onde muitos produtores têm acesso direto ao mercado, este valor chega a R$ 8,66.

 

         UF              Quantidade (t)  Valor (R$ 1.000)  R$/kg

1. Rio Grande do Sul        6.985           45.833          6,56

2. Paraná                   5.179           29.864          5,77

3. Piauí                    5.108           17.897          3,50

4. Ceará                    4.165           16.831          4,04

5. Santa Catarina           3.990           22.391          5,61

6. Minas Gerais             3.076           23.421          7,62

7. Bahia             2.646        10.311       3,90

8. Pernambuco               2.350           11.851          5,04

9. São Paulo                2.229           18.656          8,37

10. Maranhão                1.107            5.499          4,97

11. Rio Grande do Norte       904            6.555          7,25

12. Mato Grosso do Sul        686            4,673          6,81

13. Espirito Santo            463            5.066         10,94

14. Pará                      414            3.880          9,37

15. Rio de Janeiro            383            6.123         15,99

16. Mato Grosso               379            3.712          9,79

17. Goias                     334            4.745         14,19

18. Paraíba                   303            1.873          6,18

19. Alagoas                   213            1.102          5,17

20. Rondônia                  185            2.262         12,24

21. Tocantins                 153            1.610         10,49

22. Roraima                   132              925          7,00

23. Sergipe                   114            1.096          9,58

24. Amazonas                   48            1.067         22,05

25. Distrito Federal           16              161         10,03

26. Amapá                       8              113         13,94

27. Acre                        5               97         18,34

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, PPM 2011



Escrito por FEBAMEL às 23h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
    Outros sites
      II Seminário Brasileiro de Própolis e Pólen - V Congresso Baiano de Apicultura e Meliponicultura
      CBA - Confederação Brasileira de Apicultura
      Campanha MEU DIA PEDE MEL
      APIMONDIA 2013 - 23° Congresso internacional de Apicultura
      FLOR NATIVA - Associação de Apicultura do Vale do Capão
      APISJORDANS - Produtos e Equipamentos para Apicultura
      APIÁRIO FAVO DE OURO - Produtos e Equipamentos para Apicultura
      Meliponário REI DA MANDAÇAIA
      APISGUIA - Serviços e Contatos relacionados a Apicultura
      COAPER - Pólen Natuflora Canavieiras
      APACAME - Revista MENSAGEM DOCE
    Votação
      Dê uma nota para meu blog